O sistema RENAVAM e as placas de 3 letras

Você deve digitar as três letras da placa!

Tabela com as combinações de letras atribuídas a cada estado

A partir do ano de 1990 começou a vigorar o sistema atualmente utilizado para emplacar os veículos brasileiros. Neste sistema são utilizadas placas com 3 letras e 4 números, o que veio a substituir completamente o sistema de placas de duas letras.

O sistema de placas com duas letras apresentava problemas graves de inconsistência já que as placas para motos tinham 3 algarismos numéricos e a de carros 4, o que poderia causar confusão na entrada de dados em computadores. Além disto uma mesma sequência alfanumérica existia em vários estados, ou seja, a placa “AA0001”, poderia identificar 26 veículos, um em cada unidade federativa. Se um indivíduo fosse viajar para outro estado e cometesse infrações, essas poderiam ser atribuídas a veículos do estado visitado. Não eram raras de se ver reclamações na imprensa de proprietários de Fusca que foram “pegos” (recebendo multas pelo correio) transitando em velocidades absurdas se comparado com o desempenho máximo de seus carros.

No novo sistema foram alocadas aos estados sequências de letras que o DETRAN local poderia utilizar nos emplacamentos. Essas combinações alfabéticas eram distribuídas em intervalos conforme pode ser visto na tabela abaixo. Foram criados intervalos de combinações, de acordo com as projeções das necessidades das frotas de cada estado, e esses intervalos, contínuos, foram atribuídos à cada unidade da federação que as usam de acordo com as suas normas. Quando a cota de combinações de um estado está se esgotando o DETRAN pede ao órgão gestor por mais combinações.

Uma vez atribuída uma sequência alfanumérica a determinado veículo ela deverá permanecer identificando-o durante toda a sua vida útil independente de transferências entre municípios e estados. Ao invés de trocar a placa em uma transferência é necessário apenas trocar a tarjeta com a sigla do estado e nome do município onde o veículo está registrado. Além de viabilizar a eliminação da duplicidade de placas entre estados, a letra adicional também foi necessária para dimensionar o sistema para comportar o aumento da frota.

Dependendo do bom senso e da boa vontade das autoridades de trânsito dos estados algumas combinações consideradas obscenas são proibidas. Um exemplo é a combinação "GAY" que foi destinada ao estado de São Paulo e que causaria polêmica se utilizada, inclusive desvalorizando (ou em alguns casos valorizando) veículos.

Estado Intervalo Implantação
Início Fim
Acre (AC) MZN
NXR
OVG
NAG
NXT
OVG
13/04/1998
Alagoas (AL) MUA
NLV
OHB
ORD
MVK
NMO
OHK
ORM
10/06/1996
Amapá (AP) NEI NFB 28/09/1998
Amazonas (AM) JWF
NOI
OAA
JXY
NPB
OAO
05/08/1993
Bahia (BA) JKS
NTD
NYH
OKI
OUF
JSZ
NTW
NZZ
OLG
OVD
28/12/1992
Ceará (CE) HTX
NQL
NUM
OCB
OHX
ORN
HZA
NRE
NVF
OCU
OIQ
OSV
17/03/1992
Distrito Federal (DF) JDP JKR 03/08/1992
Espírito Santo (ES) MOX
OCV
OVE
OVH
MTZ
ODT
OVF
OVY
01/02/1996
Goiás (GO) KAV
NFC
NJX
NVO
OGH
OMI
KFC
NGZ
NLU
NWR
OHA
OOF
09/11/1993
Maranhão (MA) HOL
NHA
NMP
NWS
OIR
HQE
NHT
NNI
NXQ
OJK
04/11/1991
Mato Grosso (MT) JXZ
NIY
NPC
NTX
OAP
KAU
NJW
NPQ
NUG
OBS
13/09/1993
Mato Grosso do Sul (MS) HQF
NRF
OOG
HTW
NSD
OOU
05/11/1991
Minas Gerais (MG) GKJ
NXX
OLO
OOV
HOK
NYG
OMH
ORC
01/08/1991
Pará (PA) JTA
NSE
OBT
OFI
OSW
JWE
NTC
OCA
OFW
OTZ
20/07/1993
Paraíba (PB) MMN
NPR
OET
OFX
MOW
NQK
OFH
OGG
06/07/1995
Paraná (PR) AAA BEZ 20/02/1990
Pernambuco (PE) KFD
NXU
PEE
PFR
PGL
KME
NXW
PFQ
PGK
PHE
29/03/1994
Piauí (PI) LVF
NHU
ODU
OUA
LWQ
NIX
OEI
OUE
28/03/1994
Rio de Janeiro (RJ) KMF LVE 21/03/1994
Rio Grande do Norte (RN) MXH
NNJ
OJR
OVZ
MZM
NOH
OKC
OWG
10/11/1997
Rio Grande do Sul (RS) IAQ JDO 22/09/1992
Rondônia (RO) NBB
OHL
NEH
OHW
18/06/1998
Roraima (RR) NAH
NUH
NBA
NUL
08/06/1998
Santa Catarina (SC) LWR MMM 26/09/1994
São Paulo (SP) BFA
SAV
GKI
SAV
18/10/1991
Sergipe (SE) HZB
NVG
OEJ
IAP
NVN
OES
13/07/1992
Tocantins (TO) MVL
OLH
MXG
OLN
25/03/1997

No Paraná, por exemplo, na ocasião do emplacamento é possível ao proprietário escolher entre algumas combinações oferecidas pelo sistema ou escolher uma outra combinação disponível, dentro do intervalo destinado ao estado, mediante o pagamento de uma taxa de reserva de placa.

Determinações do DENATRAN e ajustes no sistema

A partir de 1º de janeiro de 2008 uma determinação do Denatran padronizou as fontes utilizadas nas placas dos veículos, desta forma os carros novos e os que mudarem de estado deverão receber a placa com a nova especificação. A padronização das fontes utilizadas nas placas visa facilitar a leitura das mesmas pelos radares eletrônicos e agêntes de trânsito.

Em fevereiro de 2008 o Detran/PR passou a permitir a troca da combinação da placa do carro para veículos que comprovadamente foram clonados. Para isso o proprietário deve juntar provas do fato e quitar todas as obrigações relativas à placa original.

Lendas urbanas na Internet

A Viação Cometa ao longo dos anos em que utilizou carrocerias Flexa Azul e CMA-COMETA, de fabricação própria, personalizou as placas dos seus ônibus com o prefixo do carro na frota. Existem algumas lendas urbanas onde alega-se que a Cometa mudava as placas dos carros quando esses eram vendidos para terceiros objetivando não serem identificados quando nas mãos do novo proprietário, mas isso é improcedente. O que acontece na verdade para existir CMA Flexa azul com placas diferentes do prefixo, e muitas vezes com sequencias atribuídas a outros estados, por esses carros terem sido inicialmente emplacados com placas de duas letras. Na ocasião de alguma transferência esse sofrera um emplacamento já em poder dos novos proprietários do veículo, o qual foi definitivo.



Cores

Categoria do veículo Cor Modelo da placa Descrição
Do fundo Dos caracteres
Particular Cinza Pretos
Identificam veículos privados, de passeio.
Comercial (de aluguel) Vermelho Brancos
Veículos do transporte público e veículos de aluguel, ou seja, que prestam serviços a terceiros como caminhões, taxis e ônibus.
De coleção Preto Brancos
Veículos antigos com mais de 30 anos, que preserve as características originais de fabricação, que integram uma coleção e tenham um certificado de originalidade expedido por um clube reconhecido pelo DENATRAN.
Experimental Verde Brancos
Veículos em reparos em oficinas ou em testes por fabricantes que precisam testa-los na rua.
Aprendizagem Branco Vermelhos
Veículos de auto-escolas.
Diplomático Azul Brancos
Veículos de embaixadas e representações estrangeiras.
Oficial Branco Pretos
Veículos oficiais de uso de orgãos públicos (ex: administração, polícia, bombeiros, etc).
Representação Preto Dourados
Carros oficiais utilizados pelos membros do poder executivo e legislativo.


Fontes

Curso de Aperfeiçoamento em Identificação de Chassi, DETRAN-PR.
RENAVAM - Manual de Procedimentos, versão 1.0 de 12/12/2006.